
Numa noite fria, muito fria, toda a turbulência da natureza cai sobre mim como uma imensidão de espinhos que por si só me querem deixar cair sem nada que me suporte da realidade para a fantasia ou da fantasia para a realidade… Sim! É isso mesmo, da fantasia para a realidade, pois até agora era tudo muito simples mas num pequeno passo e em várias experiências que já tive, deparo-me com uma nova, um sentimento único, inexplicável por vezes… No fundo, bem… no fundo, é algo bom de sentir mas ao mesmo tempo um pouco constrangedor talvez porque a distância intervém nele, chama depois a saudade e tudo fica como o céu sem sol e a estrada sem carros. Tudo fica vazio e esse vazio, provoca em mim alguma nostalgia! No entanto as minhas lágrimas sorriem escorrendo pela minha face gélida porque vêm que no meu coração está o sentimento mais quente, mais tornurento e sincero que eu alguma vez senti por alguém. Não é por acaso que o tempo passa, horas passam, pessoas nascem e outras morrem, a natureza flori, e eu continuo a ter o mesmo sentimento que tinha quando o conheci, é aquela pessoa que posso dizer hoje, ser o rapaz da minha vida. Ainda há distáncia, sim…! Mas acerca daquilo que eu sinto, essa palavra nem existe sequer, pois ele está junto da minha alma desde aquela longa semana, desde o primeiro olhar, desde o primeiro beijo... Há decadência de pensamentos talvez, mas os sentimentos são comuns e o futuro encarregar-se-á do resto.
Até lá sinto o meu “EU”, quero o meu “TU” e preciso de um “NÓS”!
Rita Campos (12-01-2010)

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